A MORTE DA POESIA



Hoje a poesia não está
vaga para exercícios
mutações rápidas intermináveis
e o esforço ágrafo do azar

livre de escolhas
é em si mesma espólio
fúnebre noite
perdão de novena

e a navalha tônica
separa do joio, odes suscetíveis
vasculha, agenda
viciada ocular

na ponta de conjugar repete
versos inteiros ajoelhados
berram sem chão:
há rimas demais sem explicação.